A partir da Mameto de inkice Maria Nenen e de outros Tatetos como Bernardinho e Ciri Aco, o culto banto ou Candomblé da Nação de Angola, como é chamado o culto no Brasil, teve maior destaque na comunidade afro-brasileira.
Estes negros ou bantos, como eram chamados devido a língua que falavam, seguiam a tradição religiosa de lugares como: Casanje, Munjolo, Cabinda, Luanda entre outros.
Mas, o culto banto tem sua liturgia particular e muito diferenciada das culturas yorubá e fon.
Abaixo, encontram-se desmembrados os cargos e funções em um Candomblé Banto:
| Tata Ria Inkice | Zelador / Pai |
| Mameto Ria Inkice | Zeladora / Mãe |
| Tata Ndenge | Pai pequeno |
| Kixika Ingoma | Tocador |
| Tata Kambono | Ogan |
| Tatta Kivonda | Aquele que sacrifica os animais |
| Kinsaba | O que colhe folhas |
| Kikala Mukaxe | Filho de santo |
| Tata Utala | Herdeiro da casa |
| Dikota | Ekedi |
| Kijingu | Cargo |
| Tata Unganga | O que joga búzios |
| Zakae Npanzo | Troncos de árvores colocados nas portas dos santos |
| Munzenza | Iniciado |
| Ndunbe | Abian |
| Vumbi | Egun |
| Dizungu Kilumbe | Saída de santo |
| Dimba Inkice | Obrigações oferecidas aos Santos |
| Kumbi Ngoma | Dias de toque |
| Kufumala | Defumação |
| Dizungu Nlungu | Ordem do barco*** |
| Sukuranise | Troca das águas nas quartinhas |
| Kota | Filhos com mais de 07 anos de feitura |
***Ordem do barco:
1o Kamoxi Rianga
2o Kaiai Kairi
3o Katatu Kairi
4o Kakuãna Kauanã
1o Kamoxi Rianga
2o Kaiai Kairi
3o Katatu Kairi
4o Kakuãna Kauanã
CAPOEIRA
A capoeira era prática dos negros bantos, mais precisamente, os negros vindos de Angola. Na Angola esta luta tinha uma forma, às vezes, mortal.
Para os escravos que fugiam das senzalas, a capoeira foi durante muito tempo condição de sobrevivência, arma de defesa e ataque.
O termo capoeira surgiu na época, porque era comum dizer-se que “o negro foi para capoeira” ou “caiu na capoeira” ou ainda, “meteu-se na capoeira”. A capoeira que se fala aqui era na verdade o mato bravio, sem nenhuma condição de sobrevivência. Mas, era exatamente na capoeira ou no mato que os negros capoeiras, como eram chamados, faziam das suas.
Na época imperial, no Rio de Janeiro, os capoeiras deram muitos problemas para os vice-reis e eram uma ameaça para os cidadãos, acabando com festas, pondo a polícia para correr e enfrentando valentões.
Na Bahia, em meados do século passado, o governo da Província para se ver livre dos capoeiristas obrigou-lhes à força a ir para a Guerra do Paraguai. Estes negros capoeiras destacaram-se nos campos de batalhas pelos inúmeros atos de bravura, sendo uma das forças principais desta guerra.
Os mais famosos mestres foram: Querido de Deus, Marê, Bimba, Pastinha, Joel e sem esquecer, é claro, do insuperável Besouro de Santo Amaro, mais conhecido como: Mestre Mangangá.
Hoje, a capoeira transformou-se numa luta esportiva regulamentada com uma Federação que comporta inúmeras academias de capoeira.
Os golpes mais comuns desta luta são: o aú, a bananeira, a chapa-de-pé, a chibata, a meia-lua, o rabo-de-arraia, a rasteira, a tesoura e muitos outros

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